Ficha técnica: Carnage, 2011
Gênero: Drama, Comédia;
Gênero: Drama, Comédia;
Direção: Roman Polanski
Elenco: Jodie Foster, Kate Winslet, John C. Reilly, Christoph Waltz.
País: França, Alemanha, Polônia e Espanha.
País: França, Alemanha, Polônia e Espanha.
Tempo: 80 min.
Idioma: Inglês.
Este é um filme
curioso, que foge aos moldes tradicionais, como geralmente são os filmes de
Polanski. O filme foi adaptado de uma peça de teatro, e ao meu ver, o diretor
tentou ser o mais fiel possível ao cenário, fazendo com que a história se passe
única e exclusivamente num apartamento. Esse fato já modifica o filme de
maneira positiva.
O casal dono do
apartamento – Michael e Penelope – recebem outro casal, Alan e Nancy, para
resolverem um problema de seus filhos de 11 anos. O filho dos anfitriões levou
uma paulada de filho dos visitantes no rosto, perdendo dois dentes.
O que a princípio
caminhava para uma resolução tranqüila, de adultos civilizados da classe média
alta estadunidense, acaba por tornar-se uma carnificina moral e verbal. As
hipocrisias e ironias presentes no início tornam orgulhosas e pedantes, e os
tons conciliadores passam para provocativos, até que os ataques verbais (alguns
materiais e físicos) surgem.
O filme mostra muitos
aspectos da vida médio-classista de maneira escachada, e como muitas das
pessoas estão na maior parte do tempo sustentando uma farsa, seja no casamento,
trabalho, escola ou família. Os civilizados adultos do início, que discutiam
uma adversidade do cotidiano, tornam-se crianças descontroladas e irresponsáveis,
provocando, chorando e gritando. E não é apenas uma briga de casais, mas
torna-se uma carnificina justamente por ser um “todos contra todos”.

Algumas críticas
foram recebidas pelo filme quando comparado à peça, e apesar de não tê-la
visto, vou aqui em defesa do longa: assim como um livro, mas em menor escala,
uma peça de teatro tem uma possibilidade muito maior de nos envolver, e uma
estrutura inerentemente menos limitada, se comparada ao cinema. Por isso, há
comparação é necessária, mas com parcimônia. O filme pode não ser uma
obra-prima, mas é bom.
Nota 82/100