quinta-feira, 22 de março de 2012

O Artista

Ficha técnica: The Artist, 2011                                                
Gênero: Romance, Comédia, Drama;
Direção: Michel Hazanavicius
Elenco: Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman, James Cromwell.
 País: França, Estados Unidos e Bélgica.
Tempo: 100 min.
Idioma: Inglês

      O filme de Hazanavicius é muito bom, e apesar de superestimado pelas Academias de cinema, em tempos que filmes de puros efeitos especiais à la Michael Bay, nos chama a atenção o destaque que o filme recebeu. No mesmo momento em que o 3D produz seu melhor filme sob a direção de Scorsese, um filme em preto e branco mudo recebe os principais prêmios da academia. 
          As atuações de Dujardin e Bejo são impecáveis, bem como seus figurinos e maquiagem, que acrescentam muito ao filme. Os coadjuvantes também são importantes, mas o cachorro rouba a cena. A trilha sonora acompanha o filme muito bem, sendo extremamente, visto que é praticamente o único som do filme.
            Apesar de não ser um tema inovador no cinema, é um filme que resgata a origem do cinema, e nos traz alguns temas e argumentos que vão além inclusive da principal questão do filme, que é a mudança pela qual o artista enfrenta com o início dos filmes falados. Essa questão, subentendida no filme, é a recusa do ser humano, de maneira geral, em aceitar mudanças, e a maneira como lidamos com elas.
            Outro aspecto interessante do filme é a crise de 1929, que poderia ter sido mais explorado, apesar de não ser o foco principal do filme. O ponto mais forte do filme é, sem dúvidas, o fato de ele ser feito em uma época em que os efeitos especiais estão se sobrepondo, cada vez mais, sobre roteiros inteligentes e atuações impactantes. Esse filme nos mostra como é possível realizar um filme sem nenhum desses efeitos e ainda nos prender na tela, com uma abordagem inteligente, emocionante, atuações cativantes e que também nos faz rir.

Nota 91/100

2 comentários:

  1. O filme pode até ser bom, mas o grande público vai achar um saco, só que ninguém tem coragem de dizer isso. O preto e branco ainda tolero, agora cinema mudo já passou faz tempo.

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  2. Gostei do filme, mas não merece todo o alarde que recebeu. Nota 7 pra mim.

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