Ficha técnica: The Help, 2011
Gênero: Drama;
Direção: Tate Taylor
Elenco: Viola Davies, Octavia Spencer, Emma Stone, Jessica Chastain, Bryce Dallas Howard, Sissy Spacek, Cicely Tyson, Ahna O'Reilly, Allison Janney, Mike Vogel, Chris Lowell;
País: EUA/Índia/EAU
Tempo: 146 min.
Idioma: Inglês.
É um filme muito
ousado para a sociedade norte-americana, ainda que no século XXI e após
elegerem um presidente afro-descendente. Ao tratar das condições em que viviam
os negros no sul dos EUA, ele ataca diretamente o preconceito e racismo
existente, implícito na educação da população caucasiana da região. As
empregadas negras, que trabalhavam nas casas dos brancos, são o centro da
história.
Uma jornalista,
Skeeter (Emma Stone), resolve contar suas histórias para publicar um livro, mas
em segredo, para a segurança de todas (inclusive a dela). Obviamente ela estava
visando também sua carreira, mas qual o problema de buscar uma ascensão
profissional através de ações dignas de respeito e por causas justas? Cabe uma
crítica (ainda que discutível) aqui pelo fato de as afro-americanas terem que
ser “salvas” por uma branca, mas na realidade, foi um pacto de ajuda
simultânea, pois Skeeter, bem como toda a comunidade caucasiana, também
dependia dos serviços prestados pelos negros, mesmo que estes ainda não
tivessem essa consciência coletiva.
O filme demonstra bem
como a questão das oportunidades não estão postas para todos de maneira igual,
como tanto defendiam as mulheres brancas. Mostra como a situação dos
afro-descendentes era cíclica, pois as mães, avós, bisavós, todas foram
empregadas ou escravas, remontando à gravidade da escravidão e de como afetou
de maneira negativa todos os afro-americanos, e afeta até hoje. Por isso,
simplesmente sua abolição não foi e nunca será o suficiente; todas as
sociedades em que tiveram a escravidão de algum povo por um período de tempo
precisam de políticas assistenciais compensatórias, para tentar diminuir os
irreparáveis danos feitos pela escravidão. E os EUA não são uma exceção.
A obra de Tate Taylor
também trás o preconceito em uma de suas formas mais fortes. Na cena em que a
empregada de longos anos da família de Skeeter (interpretada de maneira
comovente por Cicely Tyson) é expulsa da casa, sua mãe (Allison Janney, muito
bem no filme), apesar de gostar dela e a tratar bem para os parâmetros da época
e do local, demonstra vergonha em frente às amigas de não ter o preconceito que
as demais tinham. A lógica que temos hoje é toda revertida, e as pessoas se
envergonhavam de não demonstrar o nojento preconceito da época.

Nota 90/100
Melhor filme do Oscar!! Parabéns pela postagem, adorei o blog!
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