sexta-feira, 9 de março de 2012

À Procura da Felicidade


Ficha técnica: The Pursuit of Happyness, 2006
Gênero: Biografia, Drama;
Direção: Gabriele Muccino
Elenco: Will Smith, Jaden Smith, Thandie Newton, Brian Howe, Kurt Fuller, James Karen.
 País: Estados Unidos.
Tempo: 117 min.
Idioma: Inglês


          Este é realmente um filme que vai nos emocionar, independente de você gostar dele ou não, pois a história pessoal em si é tocante e foi bem dirigida para este fim. Entretanto, é um filme carregado de clichês, e apesar de ser apresentada como baseada em fatos reais, algumas caracterizações são por demais exageradas, mas sem comprometer diretamente o filme.
            Ele trás Will Smith em sua melhor atuação até este ponto de sua carreira. Seu filho, Jaden Smith, também está muito bem, e a relação entre os dois é um dos pontos que carregam o filme de maneira muito positiva. Talvez a relação verdadeira de pai e filho tenha facilitado para os dois, pois o menino estava tendo sua estréia no cinema. A química entre os dois é excelente.
            Entretanto, o filme tem como pano de fundo a ideologia dos EUA como terra da oportunidade, em que todos, se desejarem e se esforçarem, conseguem ir atrás de seus sonhos (American Dream) e conquistar no mínimo um excelente padrão de vida. Essa é a ideologia neoliberal, tão forte no país, e causadora da crise econômica que sofreram os EUA durante a década de 1980, época em que se passa o filme.
        O filme ignora o fato de Chris Gardner (personagem de Will) ser negro, e apesar de ser algo importante. Talvez o fato de não ser mencionada a questão do racismo contribui para que o filme não tente abordar mais um aspecto que o deixaria muito mais longo, se o desejo fosse uma abordagem séria.
            Mas como já mencionei, não me agrada toda a ideia em torno da ideologia liberal. A suposição de que apenas precisamos nos dedicar muito ao trabalho para conseguir algo não condiz com a realidade. O protagonista é uma exceção, e não a regra. Todos os seus outros concorrentes não conseguiram o emprego, e se fosse esse o caso dele, teria afundado ainda mais a si mesmo e a família, em razão da busca por um sonho. Outro fato importante é que ele não foi remunerado pelo trabalho que fez, mostrando como as empresas se aproveitam da vulnerabilidade dos trabalhadores, se dando ao luxo de não pagar um centavo por um trabalho extremamente qualificado e importante que é feito por todos os concorrentes.
            Thandie Newton, que interpreta a mãe de Jaden Smith e ex-mulher de Will, desaparece no decorrer do filme, um ponto muito negativo. Procurou-se trazer uma imagem de pais binária, como se ele fosse o bom pai e preocupado com o filho, enquanto ela não se importava, mas esquecemos que ela trabalhava dois turnos e ainda cuidava do filho, enquanto Chris buscava o sonho. Um filme tocante, mas como mencionei, com clichês, e uma ideologia por trás no mínimo perigosa.

Nota 70/100

Um comentário:

  1. Discordo, eu gosto muito do filme, é mais uma relação de pai e filho e Will Smith é o melhor ator de todos os tempos.

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