domingo, 4 de março de 2012

A Árvore da Vida

Ficha Técnica: The Tree of Life, 2011
Gênero: Drama
Direção: Terrence Malick
Elenco: Brad Pitt, Jessica Chastain, Sean Penn, Hunter McCracken
País: Estados Unidos
Tempo: 139 min.
Idioma: Inglês


           Este filme de Malick pode ser considerado uma grande fusão de ideias, algumas bem executadas, outras nem tanto. Ele revela neste filme um lado religioso, talvez cristão, mas um pouco indefinido. Questionamentos clássicos como o porquê de estarmos aqui ou como chegamos estão presentes.
      Boa parte do filme mostra formações de cosmos, da vida, microorganismos e dinossauros. Parece-me mais uma mistura de Kubrick com documentários da BBC. De qualquer forma, são imagens impressionantes, diferente de efeitos especiais puros como Michael Bay ou Roland Emmerich. Neste filme, as imagens, acompanhadas de uma calma trilha sonora, dificultam inclusive acompanhar o monólogo que se passa. Ao mesmo tempo, ao meu ver, elas se estendem mais do que deveriam, fazendo-nos perder o raciocínio ou mesmo nos forçando a lembrar o porquê de estarmos vendo aquele “show” de imagens.
        A história nos confunde, mas percebemos que Sean Penn (em papel tímido) está num tempo presente, relembrando o passado, e percebemos que a pessoa que morre no início do filme, era um de seus irmãos. Ele sofre com o passado, e esse sofrimento é trazido para sua vida presente.
      Quando relembra o passado, o filme traz os conflitos familiares em que viveu. Brad Pitt, que está excelente no filme, é seu pai rígido e formal, que os educa tentando prepará-los para a vida. Mostra sua frustração por não ter seguido a carreira da música, e através da rígida disciplina, confunde os sentimentos dos filhos, entre o amor, medo, respeito e ódio. Já a mãe, Jessica Chastain, é o oposto; de uma leveza invejável, de muita fé, mas que se submete aos maneirismos do marido, que é o chefe da casa e da família.
         O filme, apesar de todas essas ideias, também recai em clichês, tédio e cenas desconexas, dificultando o entendimento. É necessário assisti-lo mais de uma vez, mas ao mesmo tempo, não é um filme tão agradável para ser ver mais de uma vez. O marido que perde o emprego e muda totalmente o futuro da família, adultos que tiveram problemas em razão da educação rígida na infância, sentimentos confusos dos adolescentes e suas rebeldias, todos esses fatos já foram retratados de diferentes e melhores maneiras no cinema. Um aspecto interessante do filme são as câmeras totalmente diferentes e inusitadas utilizadas por Malick. Ela parece nunca estar parada, e sempre com ângulos não-convencionais, mas excelentes.

Nota 72/100

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