segunda-feira, 14 de maio de 2012

Bastardos Inglórios

Ficha técnica: Inglourious Basterds, 2009
Gênero: Aventura, Drama, Guerra;
Direção: Quentin Tarantino. 
Elenco: Brad Pitt, Mélanie Laurent, Christoph Watlz, Eli Roth, Diane Kruger, Michael Fassbender, Daniel Brühl, Til Schweiger, August Diehl, Jacky Ido, Sylvester Groth, Gedeon Burkhard, Martin Wuttke, Michael Bacall, Omar Doom
País: Estados Unidos, Alemanha.
Tempo: 153 min.
Idioma: Alemão, Francês, Inglês, Italiano.

       A grande diferença desse filme para outros que tratam da II Guerra Mundial e mais especificamente de Hitler, é que este nós não conhecíamos o final! Essa foi uma das grandes sacadas de Tarantino para Bastardos, e quando chegamos ao final, acredito que praticamente todos ficaram boquiabertos, ou ao menos surpreendidos.
       O elenco todo trabalhou muito bem. Pitt (um excelente sotaque), Laurent (em praticamente todas as cenas mais tensas do filme, sempre espetacular), Kruger, Roth, Fassbender e Brühl estavam todos muito bem, mas que realmente rouba a cena é Christoph Waltz. Ele realmente conseguia nos levar à beira do pânico, e ainda sim, nos fazia rir, um pouco pelo nervoso, mas também pela piada em si – com certeza ele facilitou muito o trabalho de todos que contracenaram com ele.
      A direção e produção do filme também está muito boa. Tarantino diminuiu um pouco as cenas de violência, que são umas de suas marcas, mas elas ainda estão presentes em diversos momentos do filme. Os diálogos são sempre interessantes e intensos, e algumas das comparações que ele faz são muito interessantes. Ao colocar um cinema cheio de nazistas rindo descaradamente em razão dos feitos do heroi nacional, interpretado por Brühl, Tarantino cria uma ironia que talvez não seja percebida por todos. Ao mesmo tempo em que achamos um absurdo os alemães rirem de uma matança como aquela, a maior parte da audiência provavelmente riu e se divertiu com as mortes provocadas pelas tropas de Aldo Raine (Pitt) e o grande desfecho do filme.
        Mas o filme também não é perfeito, afinal, a perfeição é algo muito particular. Ao comparar esquilos e ratos, Landa (Waltz) me parece afirmar que todos são capazes de cometer as atrocidades feitas pelos alemães. Eu acredito que sim, essa terrível característica dos seres humanos não é uma peculiaridade dos nazistas, muito menos dos alemães. É um traço que infelizmente está presente em toda a história humana, inclusive no caso dos judeus – é comprovado que Israel já matou inúmeros civis na Palestina (inclusive crianças). 
Assim, a menção de que todos podem cometer esses crimes talvez seja verdadeira, mas o contexto histórico não pode ser ignorado, pois ele é fundamental nessas situações. Não estou aqui defendendo nazistas, acusando alemães ou judeus – apenas apontando a complexidade dos assuntos, mas que não diminuem a grandeza do filme.
 Os momentos de tensão no filme são muito bem dirigidos, com atuações excelentes – a primeira cena em que Landa mata a família de Shosanna, o jantar em que ela reencontra o coronel, e mesmo a grande troca de tiros no bar. Todas as cenas, bem como o filme todo, formam com certeza um dos melhores filmes de Tarantino.
Nota 92/100

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