Gênero: Ficção Científica, Ação, Drama.
Direção: Neill Blomkamp.
Elenco: Matt Damon, Jodie Foster, Sharlto Copley, Alice Braga, Wagner Moura, Diego Luna, William Fichtner, Emma Tremblay, Josh Blacker, Faran Tahir.
País: Estados Unidos.
Tempo: 109 min.
Idioma: Inglês.
Um filme que, da
mesma forma que a sequência Jogos Vorazes,
apesar de trazer um potencial excelente, não somente de crítica político-social,
mas também de suspense, drama e outros aspectos importantes para o cinema,
acaba por revelar-se apenas como um bom entretenimento. O que para muitos pode
ser algo ruim, e para tantos outros o que realmente buscam no cinema.
Idioma: Inglês.
O novo filme do diretor sul-africano Neill Blomkamp segue a mesma
linha de sua estréia (Distrito 9), mas não com a mesma qualidade. Enquanto naquele
ele nos traz uma metáfora do apartheid através da ficção-científica, aqui a simbologia
é sobre a exclusão e a desigualdade sociais.
No entanto, mais do
que no primeiro, o roteiro se perde no decorrer da história, com as cenas de ação
tomando conta de tudo, ofuscando o bom início da trama. Esse viés hollywoodiano
do diretor é importante, pois tem a capacidade de inseri-lo para um público
muito maior, dada a visibilidade que seus filmes recebem. Contudo, ele carrega
a mão ainda mais neste segundo filme exatamente neste aspecto, que é o
calcanhar de Aquiles de seus filmes.
Ao mostrar um futuro apocalíptico
da Terra, em que uma minoria rica abandonou o planeta e vive com todos os benefícios
que podem ser oferecidos pelo desenvolvimento tecnológico da humanidade (ainda
que sob um regime com características nazi-fascistas, outra crítica importante),
uma vasta maioria foi deixada para trás, vivendo sob condições inaceitáveis – e
o mais interessante no filme é que boa parcela da população já vive sob estas condições,
tornando a metáfora real e evidente. Entretanto, este cunho social é perdido
com a segunda parte do filme – quanto o protagonista tenta alcançar Elysium (o satélite
em que os ricos se isolaram), a crítica social desaparece, restando apenas ótimas
cenas de ação, mas muitas sem sentido algum.
Os atores estão muito
bem no filme, revelando-se escolhas acertadas. Matt Damon como personagem
principal – Max – está melhor na primeira metade, mais carismático. Muito em razão
da mudança de roteiro do que de sua habilidade. Wagner Moura realmente rouba a
cena em todo momento que aparece, como o hacker-coyote Spider, carregando contradições
que o tornam o personagem mais interessante do filme. Jodie Foster e Alice Braga
estão bem, mas com menos destaque que os demais. Luna e Fichtner fazem ótimas
pontas, enquanto que Sharlto Copley, o mercenário que trabalha na Terra para
Delacourt (Foster) está positivamente irreconhecível.
Um filme que, da
mesma forma que a sequência Jogos Vorazes,
apesar de trazer um potencial excelente, não somente de crítica político-social,
mas também de suspense, drama e outros aspectos importantes para o cinema,
acaba por revelar-se apenas como um bom entretenimento. O que para muitos pode
ser algo ruim, e para tantos outros o que realmente buscam no cinema.
Nota 75/100



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