Gênero: Drama.
Direção: Gus Van Sant.
Elenco: Matt Damon, Robin Williams, Ben Affleck, Stellan Skarsgad, Minnie Driver, Casey Affleck, Cole Hauser, John Mighton.
País: Estados Unidos.
Tempo: 126 min.
Idioma: Inglês.
A começar pela produção
e direção, o filme consegue transmitir sua carga dramática e envolver o
espectador de forma adequada, sem exageros, além de contar com ótimas cenas de
humor para alternar com o drama. A trilha sonora é muito boa, além de uma ótima
direção. As tomadas de câmera são excelentes, principalmente durante os
encontros entre Will Hunting (Damon) e Sean (Williams).
Com relação à
mensagem, ao meu ver é o aspecto mais forte do filme. Não o aspecto do gênio
(que é tão improvável que beira à insignificância em termos de uma identificação
do espectador), e tampouco a questão da superação. O interessante realmente foi
o aspecto do estilo de vida que todos querem: há um que está posto para todos
nós (estudar, ganhar dinheiro, reconhecimento, etc.), e sem ele, não saberíamos
o que seguir. Também temos o que valorizar: o conhecimento e a inteligência não
são obtidos e aprimorados apenas através de livros e estudos – as experiência que
temos, estas sim, refletem inclusive em como utilizaremos o que estudamos e
aprendemos. A escolha e valor dos amigos e demais pessoas com as quais nos
relacionamos também é algo considerado, além do próprio autoconhecimento, algo
demonstrado pelas sessões de psicanálise.
Um filme
interessante, que tornou-se um clássico, talvez não pelos mesmos motivos pelos
quais podemos considerar um ótimo filme, mas obrigatório para todos que gostam
de cinema e apreciam seu aspecto artístico e de entretenimento.
Gênio Indomável é um dos clássicos dos anos 1990. Filme que colocou
Matt Damon e Ben Affleck em Hollywood, além de render aos dois um Oscar por
melhor roteiro original. Realmente, é um filme com uma história tocante e
comovente, ainda que não tenha muita originalidade e continue com seu estilo
sendo repetido até hoje. O jovem brilhante, porém rebelde, de infância difícil
e tudo mais. É uma história comum, talvez não muito no mundo da matemática, mas
temos também no esporte, música, etc. Mas é válido destacar as grandes atuações,
a ótima direção e a excelente mensagem que transmite.
A começar pela produção
e direção, o filme consegue transmitir sua carga dramática e envolver o
espectador de forma adequada, sem exageros, além de contar com ótimas cenas de
humor para alternar com o drama. A trilha sonora é muito boa, além de uma ótima
direção. As tomadas de câmera são excelentes, principalmente durante os
encontros entre Will Hunting (Damon) e Sean (Williams).
A atuação de Damon é
realmente muito impressionante, dado que estava iniciando sua carreira. Ainda que
não tenha sido nada de excepcional, realmente conseguiu fazer as diversas cenas
cômicas e dramáticas de forma consistente. Affleck, que se revelou um melhor
diretor (Argo) e ator, teve uma atuação
adequada, bem como Skarsgard, que se encaixaou bem no papel. Minnie Driver, na
pele da namorada Skylar, também faz um ótimo trabalho, conseguindo atuar nas
diversas situações. Ela seria o grande destaque dentre os coadjuvantes, se não fosse
o excelente trabalho de Robin Williams, no papel do psicanalista Sean. Realmente,
uma pena que o falecimento do ator, que tinha um imenso potencial para filmes
como este, e que ao meu ver são muito superiores às comédias clássicas. Todos os
papeis dele em que é necessária uma pitada (ou mesmo muito) humor, mas sempre
aliado a um fundo dramático, foi onde realizou seus melhores trabalhos.
Com relação à
mensagem, ao meu ver é o aspecto mais forte do filme. Não o aspecto do gênio
(que é tão improvável que beira à insignificância em termos de uma identificação
do espectador), e tampouco a questão da superação. O interessante realmente foi
o aspecto do estilo de vida que todos querem: há um que está posto para todos
nós (estudar, ganhar dinheiro, reconhecimento, etc.), e sem ele, não saberíamos
o que seguir. Também temos o que valorizar: o conhecimento e a inteligência não
são obtidos e aprimorados apenas através de livros e estudos – as experiência que
temos, estas sim, refletem inclusive em como utilizaremos o que estudamos e
aprendemos. A escolha e valor dos amigos e demais pessoas com as quais nos
relacionamos também é algo considerado, além do próprio autoconhecimento, algo
demonstrado pelas sessões de psicanálise.
Um filme
interessante, que tornou-se um clássico, talvez não pelos mesmos motivos pelos
quais podemos considerar um ótimo filme, mas obrigatório para todos que gostam
de cinema e apreciam seu aspecto artístico e de entretenimento.
Nota 93/100


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