
Gênero: Aventura, Fantasia.
Direção: Peter Jackson
Elenco: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Ken Stott, Graham McTavish, William Kircher, James Nesbitt, Stephen Hunter, Dean O'Gorman, Aidan Turner, John Callen, Peter Hambleton, Jed Brophy, Mark Hadlow, Adam Brown, Ian Holm, Elijah Wood, Hugo Weaving, Cate Blanchett, Christopher Lee, Andy Serkis, Sylvester McCoy, Jeffrey Thomas, Manu Bennett.
País: Estados Unidos, Nova Zelândia.
Tempo: 169 min.
Idioma: Inglês.
Jackson retoma a trilogia que o consagrou em grande estilo. Uma nova superprodução,
com qualidade ainda mais assombrosa. Como não li os livros de Tolkien, os comentários
que faço são apenas sobre o que li em reportagens e artigos sobre o filme e as impressões
que tirei deles – podendo apresentar um imenso engano de minha parte.
Vamos primeiramente
aos aspectos técnicos do filme, que dentro da minha mínima e amadora percepção,
aparenta ser perfeito. As imagens são realmente poderosas e impactantes. A nova
tecnologia dos 48 quadros por segundo certamente contribuiu para este impacto. As
paisagens estão exuberantes. Ouso dizer que é visivelmente melhor e mais
arrojado do que o último filme da trilogia do Senhor dos Anéis, talvez por Jackson
estar agora mais confiante, ter mais liberdade e sofrer menos pressão do estúdio
no aspecto da produção.
A trilha sonora é muito interessante, as cenas das
batalhas são magistralmente realizadas, ainda que ocorram em excesso; mas é
sempre bom ver tais cenas inúmeras vezes e poder observar a perfeição com que
foram feitas. O 3D também é muito bom, impulsionado pelos 48 quadros, fazendo
nos sentir dentro das cenas em diversos momentos.
O roteiro foi
adaptado do conto infantil de JRR Tolkien “O Hobbit”, que deu origem ao livro
do Senhor dos Anéis e sua trilogia no cinema. Pelo fato de ser um conto
infantil, e muito mais curto do que o livro posterior, o filme pode se dar ao
luxo de apresentar praticamente cada detalhe do livro, algo que não ocorreu (e
nem poderia) com a trilogia anterior. Isso, ao meu ver, enriquece o filme, além
de poder manter um elevado nível de fidelidade.

O filme está centrado
em Freeman e McKellen. Nosso jovem Bilbo Baggins (Martin Freeman) está muito
bem, com o tom cômico certo e o equilíbrio necessário para os momentos de tensão
e luta. Sobre Gandalf (McKellen) não há muito que dizer: continua brilhante. Apesar
de não estarem presentes no livro, personagens da antiga trilogia são trazidos
para pequenas pontas, fazendo ótimas conexões com a trilogia já existente, uma
grande sacada do diretor. Dentre os anões, apenas Armitage realmente precisa
fazer um trabalho mais profundo. Os outros, apesar de muito bem, pouco tiveram
espaço.
Aliás, este é outro
aspecto importante e positivo do filme: a noção de que ele está realmente
conectado com a história que se passa 60 anos depois. O filme é um tanto
extenso, mas o excesso de ação nos prende muito bem para que não percamos o
interesse. As cenas de ação é que tornam o filme um pouco mais extenso do que o
necessário, mas nada que o prejudique, além de agradar aos fãs destes momentos.
Há uma certa dose de semelhança entre este o
primeiro filme da trilogia – talvez algo intencional – se considerarmos os
rumos e a maneira que a história se desenvolve, e criticar ou elogiar tal
aspecto talvez seja mais uma questão de gosto do que qualidade. Acredito que vá
agradar, de modo geral, tanto aos fãs da trilogia do cinema quanto àqueles que também
leram os livros.
Nota 83/100
nota 83 pro hobbit? Esse filme merece 100!
ResponderExcluir