Ficha técnica: Watchmen, 2009
Gênero: Ação, Ficção-Científica;
Direção: Zack Snyder.
Elenco: Jackie Earle Haley, Patrick Wilson, Malin Akerman, Billy Crudup, Matthew Goode, Jeffrey Dean Morgan, Carla Gugino, Matt Frewer, Stephen McHattie, Laura Mennell.
Elenco: Jackie Earle Haley, Patrick Wilson, Malin Akerman, Billy Crudup, Matthew Goode, Jeffrey Dean Morgan, Carla Gugino, Matt Frewer, Stephen McHattie, Laura Mennell.
País: Estados Unidos.
Tempo: 162 min.
Idioma: Inglês.
Ao fazer uma análise
deste filme de Snyder, é difícil não compará-lo aos quadrinhos de Alan Moore,
mas devemos tentar. Logicamente, é impossível trazer Watchmen para as telas com
a mesma qualidade que podemos observar nos quadrinhos, que são excelentes. Mas
não é impossível realizar um bom filme com base num livro ou quadrinhos, pois
já observamos isso em diferentes épocas: O
Poderoso Chefão e O Cavaleiro das
Trevas. Independente da obra original, ambos são excelentes filmes.
Snyder nos traz um
filme que tecnicamente é uma obra de arte. O cenário em parte sombrio, mas ao
mesmo tempo com cores fortes, além de uma grande semelhança com os quadrinhos,
se encaixaram perfeitamente no cinema. A trilha sonora teve seus altos e baixos
– Bob Dylan se encaixou perfeitamente na abertura, bem como o funeral de Blake
com Sound of Silence; já a cena de
sexo entre Dan e Laurie com Aleluia foi deprimente. A violência e fortes cenas
do filme são essenciais, pois buscam nos chocar, da mesma forma que Alan Moore
o faz nos quadrinhos.
Já os atores, apesar
de agradáveis surpresas e fortes interpretações de Haley e Crudrup, os demais
atores deixaram a desejar, com interpretações apagadas – a maior decepção ficou
por conta de Morgan, que fez o papel do Comediante,
talvez o personagem mais interessante da história, que também foi pouco
explorado pelo diretor. Goode como Veidt e Wilson como Dreiberg estão
lamentáveis.
A história em si nos
traz alguns questionamentos, obviamente não está próximo a tudo que o quadrinho
nos apresenta, mas são válidos. Um filme de mais de duas horas e meia, mas não
foram o suficiente para nos apresentar a história toda. Obviamente, as escolhas
do que tirar ou dar importância são do diretor, mas ao meu ver, a investigação
de Rorscharch (Haley) sobre a morte do Comediante e a revelação do pai de
Laurie (Akerman) foram superficiais e sem a devida emoção. O foco na história
de amor entre Laurie e Dreiberg é desnecessário, e não está presente no
original.
Uma tentativa
louvável de trazer para o cinema o melhor quadrinhos de todos os tempos; apesar
de o fato de que o filme poderia ser muito melhor, não foi um desastre total.
Vale o ingresso, algumas das falas são citações literais do gibi, bem como as
cenas. Os questionamentos apontados pelo Comediante, Veidt e Dr. Manhattan
sobre nossa sociedade e pessoas talvez merecessem um maior destaque, mas ao
menos a essência da ideia de Moore está presente. Nota 84/100

Melhor que os Vingadores!
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