quarta-feira, 4 de julho de 2012

Margin Call - O Dia Antes do Fim

Ficha técnica: Margin Call, 2011
Gênero: Drama, Suspense;
Direção: J.C. Chandor. 
Elenco: Kevin Spacey, Zachary Quinto, Paul Bettany, Jeremy Irons, Penn Badgley, Simon Baker, Demi Moore, Stanley Tucci, Aasif Mandvi. 
País: Estados Unidos.
Tempo: 107 min.
Idioma: Inglês.
  
     Primeiramente, devemos lembrar que este não é um documentário sobre a crise econômica, e sim um filme no formato de um drama/suspense – e por isso, ainda que ele não tenha obtido êxito ao tentar explicar a crise, esse não deveria ser encarado como seu principal objetivo. Aos que desejam realmente tentar compreender a crise, o documentário Inside Job é excelente.
      O filme nos mostra as ações que levam uma empresa/corporação/grupo de investimentos a deflagrar uma crise economia (na verdade, a que vivemos neste momento). De maneira supérflua, as sucessivas crises econômicas inerentes ao capitalismo são apresentadas, e como fugir delas é impossível, se desejamos permanecer neste sistema.
       O desemprego, a desigualdade social e o fato que aqueles que causam as crises não perdem com ela, e sim a população “normal” – todos esses fatos estão postos em Margin Call para os espectadores mais atentos. O drama não está na presente nas relações humanas do filme, e sim na sua falta de humanidade. Os seres humanos são tratados como dados, são relações desumanizadas – tanto no momento da relação direta (as demissões e o absurdo de ser escoltado para fora da firma) como no momento da indireta, ao se avaliar os danos causados pelas ações dos executivos.
O individualismo, talvez uma das marcas da nossa sociedade atual, impera no filme. Mesmo aqueles que se sentem mal e não concordam com o que estão fazendo, não conseguem mudar ou mesmo deixar a situação – e muitos nem sequer tentam. O elenco é excelente; Kevin Spacey em mais uma ótima atuação, Zachary Quinto e Paul Bettany também aparecem muito bem, e o destaque fica com Jeremy Irons, com brilhante atuação, apesar de curta.
Um filme que, apesar de não ser brilhante, nos traz um bom panorama dos bastidores da ação de uma corporação na crise; tem seu mérito pelo tema atual e de muita relevância, mas talvez enfrente dificuldades em captar uma grande audiência, em razão do seu formato que, aliás, é excelente.
Nota 91/100

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