quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Magnólia

Ficha Técnica: Magnolia, 1999 
Gênero: Drama.
Direção: Paul Thomas Anderson.
Elenco: Julianne Moore, Tom Cruise, John C. Reilly, William H. Macy, Jason Robards, Philip Seymour Hoffman, Melora Walters, Jeremy Blackman, Philip Baker Hall, Melinda Dillon, April Grace, Luis Guzmán, Ricky Jay, Alfred Molina.
País: Estados Unidos.
Tempo: 188 min.
Idioma: Inglês. 
  
          Magnólia é um filme muito cultuado e elogiado, por seu brilhantismo, excelentes atuações, roteiro envolvente e profundo. Em partes, estes elogios são merecidos; em outras, são um exagero, ou ainda totalmente descabidos. E talvez muitos considerem que não interpretei o filme corretamente, não entendi o filme ou outra tentativa de desqualificar minha opinião. E talvez eles tenham razão, e um dia eu possa mudar minha opinião.
        As atuações estão realmente ótimas. Cruise faz um dos melhores papéis de sua vida; Julianne Moore, Seymour Hoffman, Hall, Robards e Macy estão todos bens. Mas o destaque (além de Cruise) fica para John C. Reilly e principalmente Melora Walters, que está ótima no filme. Até Alfred Molina, com uma pequena participação, faz uma ótima ponta.
       O filme se desenvolve bem, embora vá se desgastando em razão das três horas de duração, ao meu ver desnecessárias. Mas o roteiro está longe de ser chato – a minha crítica é sobre a mensagem do filme, ou reflexão, objetivo, qualquer um desses elementos necessários para se formar um grande filme. Após três horas, a única reflexão é sobre os arrependimentos da vida? Sério, arrependimentos sobre temas clichês e como isso nos afeta? Sobre traição, abandono de lar e família, vícios e qualquer outro clichê que possa ser condenado moralmente pela sociedade? Não há sequer (ou ao menos não identifiquei) algum questionamento desses padrões morais.
      O cartaz realmente é uma parte interessante do filme, e a ideia da magnólia, como todos ligados por este frágil elo das pétalas da flor que dá nome ao filme. O detalhe do sapo realmente é interessante. As metáforas estão pouco ligadas e não fazem sentido ao filme, mas revelam um julgamento moral-cristão das ações, como a traição, as chuvas de sapo, a esperança e os sentimentos paternos. Enfim, mais um filme de Paul Thomas Anderson muito elogiado que me decepcionou (Sangue Negro é o outro). Ao menos ele consegue boas atuações dos atores.
 
Nota 66/100

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