sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Guerreiro

Ficha Técnica: Warrior, 2011
Gênero: Drama, Esporte.
Direção: Gavin O'Connor
Elenco: Tom Hardy, Joel Edgerton, Nick Nolte, Jennifer Morrison, Frank Grillo, Kevin Dunn, Maximiliano Hernández, Vanessa Martinez, Kurt Angle, Erik Apple, Gavin O'Connor.
País: Estados Unidos. 
Tempo: 140 min.
Idioma: Inglês. 

     Talvez este filme lance uma nova moda no cinema: filmes de MMA, substituindo os filmes de boxe ou dividindo com eles o sucesso. Afinal, MMA e UFC aparentam ser o esporte do momento, com grande investimento em marketing e tentando espalhar sua marca globalmente. 
     O filme tem muita influência dos filmes de boxe, contando com inúmeros de seus clichês como azarões, russos/soviéticos malvados, superações, famílias destruídas e esposas aflitas. Talvez o ponto alto do filme esteja em seus atores. Hardy e Edgerton estão muito bem nos papéis, conduzindo o filme de forma excelente. Morrison, Grillo e Dunn também fazem ótimas aparições. Mas o grande destaque é realmente o veterano Nick Nolte, pais dos dois lutadores – ele realmente transforma o filme, além de permitir um excelente trabalho dos protagonistas enquanto contracena com qualquer um deles (vale ressaltar que os três não aparecem juntos em nenhuma cena). 
     Já o filme em si, além de contar com sequências de acontecimentos improváveis e forçadas (característico destes filmes de lutadores que superam adversidades), divide o enredo em dois: um drama familiar excelente, que poderia ser melhor trabalhado; e as lutas de MMA, que são é sim o outro foco principal do filme. 
         O diretor faz um ótimo trabalho na primeira metade do filme, demonstrando como pais podem afetar profundamente a vida de seus filhos, não somente quando crianças. Na realidade, ainda demonstra que eles podem destruir inclusive uma relação de irmãos, que acabam tomando decisões drásticas e que exigem uma maturidade que ainda não têm, e vai assombrá-los pelo resto de suas vidas. Também nos mostra o arrependimento do pai, ou mesmo a dor que sente, mas que simplesmente não se curam com a idade. Certas feridas acabam durando pra sempre. Ainda temos a crise econômica nos EUA sutilmente mostrada. 
      No entanto, apesar de não se utilizar de flashbacks (ponto positivo) para contar a história de vida de ambos, ele opta por, na segunda metade do longa (as lutas), um final previsível da competição, e não fornece um desfecho para o drama familiar, deixando muitas coisas no ar. Não que isso seja necessário, é uma estratégia legítima e muito boa. Eu apenas esperava um desfecho por ser o melhor aspecto da história contada, que não é retomada em nenhum momento da segunda metade, quando começam as lutas. Um filme normal, que apesar das boas atuações e de um certo potencial, deixa muito a desejar – acabou tornando-se mais do mesmo, apenas com uma nova roupagem.

Nota 69/100
 

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