Ficha Técnica: Warrior, 2011 Gênero: Drama, Esporte.
Direção: Gavin O'Connor
Elenco: Tom Hardy, Joel Edgerton, Nick Nolte, Jennifer Morrison, Frank Grillo, Kevin Dunn, Maximiliano Hernández, Vanessa Martinez, Kurt Angle, Erik Apple, Gavin O'Connor.
País: Estados Unidos.
Tempo: 140 min.
Idioma: Inglês.
Talvez este filme lance uma nova moda no cinema: filmes de MMA,
substituindo os filmes de boxe ou dividindo com eles o sucesso. Afinal, MMA e UFC
aparentam ser o esporte do momento, com grande investimento em marketing e
tentando espalhar sua marca globalmente.
O filme tem muita
influência dos filmes de boxe, contando com inúmeros de seus clichês como azarões,
russos/soviéticos malvados, superações, famílias destruídas e esposas aflitas. Talvez
o ponto alto do filme esteja em seus atores. Hardy e Edgerton estão muito bem
nos papéis, conduzindo o filme de forma excelente. Morrison, Grillo e Dunn também
fazem ótimas aparições. Mas o grande destaque é realmente o veterano Nick
Nolte, pais dos dois lutadores – ele realmente transforma o filme, além de
permitir um excelente trabalho dos protagonistas enquanto contracena com
qualquer um deles (vale ressaltar que os três não aparecem juntos em nenhuma
cena).
Já o filme em si, além
de contar com sequências de acontecimentos improváveis e forçadas (característico
destes filmes de lutadores que superam adversidades), divide o enredo em dois:
um drama familiar excelente, que poderia ser melhor trabalhado; e as lutas de MMA,
que são é sim o outro foco principal do filme.
O diretor faz um ótimo
trabalho na primeira metade do filme, demonstrando como pais podem afetar
profundamente a vida de seus filhos, não somente quando crianças. Na realidade,
ainda demonstra que eles podem destruir inclusive uma relação de irmãos, que
acabam tomando decisões drásticas e que exigem uma maturidade que ainda não têm,
e vai assombrá-los pelo resto de suas vidas. Também nos mostra o arrependimento
do pai, ou mesmo a dor que sente, mas que simplesmente não se curam com a
idade. Certas feridas acabam durando pra sempre. Ainda temos a crise econômica nos
EUA sutilmente mostrada.
No entanto, apesar de
não se utilizar de flashbacks (ponto positivo) para contar a história de vida de
ambos, ele opta por, na segunda metade do longa (as lutas), um final previsível
da competição, e não fornece um desfecho para o drama familiar, deixando muitas
coisas no ar. Não que isso seja necessário, é uma estratégia legítima e muito
boa. Eu apenas esperava um desfecho por ser o melhor aspecto da história contada,
que não é retomada em nenhum momento da segunda metade, quando começam as
lutas. Um filme normal, que apesar das boas atuações e de um certo potencial,
deixa muito a desejar – acabou tornando-se mais do mesmo, apenas com uma nova
roupagem.
Nota 69/100
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