Ficha Técnica: We Bought a Zoo, 2011. Gênero: Drama, Família.
Direção: Cameron Crowe
Elenco: Matt Damon, Scarlett Johansson, Thomas Haden Church, Colin Ford, Maggie Elizabeth Jones, Angus Macfacdyen, Elle Fanning, John Michael Higgins, Carla Gallo, J.B. Smoove, Stephanie Szostak.
País: Estados Unidos.
Tempo: 124 min.
Idioma: Inglês.
Um filme para se ver com a família, cheio de sentimentalismo e algumas
cenas cômicas. Esta é uma maneira de sintetizar o mais novo filme de Cameron
Crowe – e acredito que tenha sido este o propósito do filme.
Com boas atuações de
Damon e Johansson e uma menininha que encanta (Jones), o filme busca emocionar
a todos, divertir, além de ser carregado pela ideologia do trabalho duro e
acreditar nos sonhos. Assim como em outros filmes do diretor, ele começa com um
tiro no escuro, uma aposta arriscada de uma pessoa em um novo negócio e é baseado
em uma história real.
Benjamin Mee é o pai
da adorável Rosie (Jones) e do adolescente rebelde Dylan (Ford), que perderam a
mãe recentemente. Todos a amavam e sentem muita falta dela. Mee arrisca tudo,
gastando todas as suas economias e o dinheiro do seguro da mulher, que ele
amava demais, neste zoológico, ainda que seu irmão (Church – ótimo no papel) o
aconselhe a não o fazer. É um filme que todos já sabem o final – quem vai se
apaixonar por quem, como vai acabar e tudo mais. E o final feliz é para que
todos saiam contentes do cinema, acreditando nos sonhos.
Há certa dose de
drama familiar, mas o diretor prefere não se aprofundar nesse aspecto dos
conflitos, da dor de perder uma pessoa amada – o que tornaria o filme muito
melhor, a meu ver, mas também não próprio para crianças. Tampouco é abordado o
fato de um pai gastar todas as economias da família de forma irresponsável,
sendo um grande risco. Os demais personagens estão em diferentes níveis – funcionários
do zoológico com grandes e lamentáveis atuações, além do destaque para Church,
que nos traz as falas mais engraçadas.
Um filme que
infelizmente acaba deixando a maior parte dos personagens superficiais, que
resolve fortes conflitos de forma natural e rápida, mas no qual podemos ver
boas atuações de Damon (mais humano, sem atirar em ninguém, frágil) e Johansson
(não apelaram para sua beleza). Se não procura grandes reflexões, apenas
relaxar e se divertir, com toda a família, este é o filme ideal.
Nota
62/100


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