Gênero: Comédia, Fantasia, Aventura.
Direção: Tarsem Singh
Elenco: Julia Roberts, Lily Collins, Armie Hammer, Nathan Lane, Jordan Prentice, Mark Povinelli, Joe Gnoffo, Danny Woodburn, Sebastian Saraceno, Martin Klebba, Ronald Lee Clark, Robert Emms, Mare Winningham, Sean Bean.
País: Estados Unidos.
Tempo: 106 min.
Idioma: Inglês.
A história deste foi
mais modificada do que no filme dirigido por Rupert Sanders, e na realidade,
sem algum propósito. Não a torna mais interessante, mas tampouco a deixa pior. Pode
apenas decepcionar aqueles que desejam maior fidelidade à história dos irmãos
Grimm. No entanto, o filme cumpre melhor seu objetivo inicial.
A tentativa de tornar
a talvez mais famosa animação de Walt Disney um épico foi um fracasso, conforme
mencionei no post específico do filme. Este ao menos não tentou fazer isso, se
mantendo uma comédia (ainda que a maior parte das piadas sejam previsíveis e não
muito engraçadas) direcionada ao público infantil, mas que pode agradar aos
adultos também.
A mudança para dos anões,
de mineiros a ladrões, pode ser considerada positiva. Todos trabalharam bem, além
de incluírem cenas de ações diferentes em que eles participam. Ainda que depois
surja a tentativa de torná-los os novas versões de Robin Hood. O aspecto do
preconceito poderia ter sido trabalhado melhor, com a expulsão deles da vila
por serem anões e feios. Obviamente, um filme para crianças não poderia tratar
Branca de Neve de forma séria, e por isso questões como a pobreza do povo justaposta
à riqueza da realeza, monarquia e fixação pela aparência física não estão presentes.
No entanto, considero que ao menos algumas lições de moral poderiam ser
colocadas, principalmente por ser um filme direcionado às crianças.
No futuro, talvez um
diretor mais ousado adapte estas histórias de forma mais complexa. O grande destaque
deste filme é Julia Roberts. Sua versão da Rainha é realmente excelente. Está sarcástica,
irônica e má na medida certa. As melhores cenas são com ela presente,
principalmente quando dialoga com o espelho. Na segunda metade do filme, quando
Lily Collins assume as rédeas do longa, ele realmente cai em qualidade. Ela está
muito apagada e não faz um bom trabalho. Hammer faz uma boa versão do príncipe,
que combina com a versão menos machista da história – outro aspecto
interessante. O caçador ficou ausente, e com isso qualquer traço de violência da
história da Disney desaparece.
Um filme que apesar
de não ser grandioso – com exceção da produção, com ótimos figurinos e
principalmente cenários – atende às expectativas, se elas não forem as de um
grande filme. Cumpre com seu objetivo, entreter e contar uma versão um pouco
diferente e infantil desta história, que faz uma singela homenagem aos irmãos
Grimm.
Nota
55/100

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