sábado, 29 de dezembro de 2012

Espelho, Espelho Meu

Ficha Técnica: Mirror Mirror, 2012.
Gênero: Comédia, Fantasia, Aventura.
Direção: Tarsem Singh
Elenco: Julia Roberts, Lily Collins, Armie Hammer, Nathan Lane, Jordan Prentice, Mark Povinelli, Joe Gnoffo, Danny Woodburn, Sebastian Saraceno, Martin Klebba, Ronald Lee Clark, Robert Emms, Mare Winningham, Sean Bean.
País: Estados Unidos. 
Tempo: 106 min. 
Idioma: Inglês. 

     Foram duas adaptações da história da Branca de Neve e os Sete Anões para o cinema no mesmo ano. O épico de batalha de Branca de Neve e o Caçador e este com um viés mais cômico e infantil. Aquele estrelado por Kirsten Stewart foi terrível; este superou minhas expectativas. Ao menos é melhor que o outro. 
      A história deste foi mais modificada do que no filme dirigido por Rupert Sanders, e na realidade, sem algum propósito. Não a torna mais interessante, mas tampouco a deixa pior. Pode apenas decepcionar aqueles que desejam maior fidelidade à história dos irmãos Grimm. No entanto, o filme cumpre melhor seu objetivo inicial. 
     A tentativa de tornar a talvez mais famosa animação de Walt Disney um épico foi um fracasso, conforme mencionei no post específico do filme. Este ao menos não tentou fazer isso, se mantendo uma comédia (ainda que a maior parte das piadas sejam previsíveis e não muito engraçadas) direcionada ao público infantil, mas que pode agradar aos adultos também. 
    A mudança para dos anões, de mineiros a ladrões, pode ser considerada positiva. Todos trabalharam bem, além de incluírem cenas de ações diferentes em que eles participam. Ainda que depois surja a tentativa de torná-los os novas versões de Robin Hood. O aspecto do preconceito poderia ter sido trabalhado melhor, com a expulsão deles da vila por serem anões e feios. Obviamente, um filme para crianças não poderia tratar Branca de Neve de forma séria, e por isso questões como a pobreza do povo justaposta à riqueza da realeza, monarquia e fixação pela aparência física não estão presentes. No entanto, considero que ao menos algumas lições de moral poderiam ser colocadas, principalmente por ser um filme direcionado às crianças. 
     No futuro, talvez um diretor mais ousado adapte estas histórias de forma mais complexa. O grande destaque deste filme é Julia Roberts. Sua versão da Rainha é realmente excelente. Está sarcástica, irônica e má na medida certa. As melhores cenas são com ela presente, principalmente quando dialoga com o espelho. Na segunda metade do filme, quando Lily Collins assume as rédeas do longa, ele realmente cai em qualidade. Ela está muito apagada e não faz um bom trabalho. Hammer faz uma boa versão do príncipe, que combina com a versão menos machista da história – outro aspecto interessante. O caçador ficou ausente, e com isso qualquer traço de violência da história da Disney desaparece. 
   Um filme que apesar de não ser grandioso – com exceção da produção, com ótimos figurinos e principalmente cenários – atende às expectativas, se elas não forem as de um grande filme. Cumpre com seu objetivo, entreter e contar uma versão um pouco diferente e infantil desta história, que faz uma singela homenagem aos irmãos Grimm.
 
Nota 55/100

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