Gênero: Ação, Aventura, Crime.
Direção: Guy Ritchie
Elenco: Robert Downey Jr., Jude Law, Noomi Rapace, Jarde Harris, Rachel McAdams, Stephen Fry, Paul Anderson, Kelly Reilly, Geraldine James, Jack Laskey, Eddie Marsan.
País: Estados Unidos.
Tempo: 129 min.
Idioma: Inglês.
No segundo filme da franquia do famoso detetive Sherlock Holmes
podemos observar uma grande evolução em relação ao primeiro filme. No entanto,
apesar de ser um filme melhor, o fato de ser o segundo acaba por prejudicá-lo,
afinal, a primeira impressão, apesar de não “ficar”, estragou qualquer surpresa
que a franquia poderia trazer em seu primeiro título.
Downey Jr. está
novamente muito bem, assim como Jude Law, e a química entre os dois parceiros é
excelente. No entanto, o impacto da atuação dos dois não nos afeta mais, ao
menos para aqueles que já assistiram ao primeiro. Os novos atores acrescentados
ao filme fazem ótimos papéis, como Fry, Rapace e Harris. Hans Zimmer novamente
assinando a trilha sonora, também faz seu costumeiro excelente trabalho.
Outro ponto positivo
do filme foi a escolha do vilão – Professor Moriarty, além de ser o principal
inimigo de Holmes, é alguém que está no mesmo patamar do detetive, podendo
desafiá-lo física e intelectualmente. Muitas das cenas foram muito bem
trabalhadas, e tive a impressão que a ação foi reduzida de forma produtiva para
o filme, ainda que não tenha realmente conseguido nos estimular com relação aos
mistérios que Holmes e Watson desejam resolver.
E por fim, o ponto
forte do longa é, ironicamente, ao meu ver, também seu ponto fraco: ao trazer o
filme mais próximo da realidade, nos mostrando os interesses envolvendo as
guerras, ainda no século XIX, que estavam muito além de uma simples questão imperialista
e expansão territorial – a ganância dos vendedores de armas, que desejam
expandir seu mercados ilimitadamente, dentre outros burgueses que lucraram e
ainda lucram com as guerras. Neste aspecto, o filme acerta em cheio, e erra também,
ao não elaborar e desenvolver com mais profundidade e seriedade o assunto, tornando-se
uma algo como bem vs. mal.
Nota 65/100



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