segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Para Roma, com Amor

Ficha Técnica: To Rome with Love, 2012.
Gênero: Comédia, Romance.
Direção: Woody Allen
Elenco: Jesse Eisenberg, Roberto Benigne, Ellen Page, Alessandro Tiberi, Judy Davis, Woody Allen, Flavio Parenti, Alisson Pill, Alessandra Mastronardi, Alec Baldwin, Fabio Armiliato, Antonio Albanese, Penélope Cruz, Monica Nappo, David Pasquesi, Lynn Swanson, Greta Gerwig, Ricardo Scamarcio.
País: Estados Unidos, Espanha, Itália.
Tempo: 112 min. 
Idioma: Inglês, Italiano. 

   Woody Allen continua seu tour pela Europa, filmando desta vez na histórica capital italiana. O diretor é um dos melhores do gênero comédia-romântica, mas este filme deixa muito a desejar, principalmente se considerarmos o excelente conjunto de atores elencados para o filme. 
    As quatro histórias que se passam não possuem conexão alguma, e nem mesmo ocorrem ao mesmo tempo – algumas duram apenas um dia, outras meses. Entretanto, apesar do tema comum entre elas, que também vem sendo recorrente nos filmes mais recentes de Allen, a insatisfação humana (profissional, amorosa, psicológica, etc.), não há nada que as una de forma inteligente. Nem mesmo o cenário de Roma é tão bem utilizado quanto em Vicky CristinaBarcelona ou Meia-Noite em Paris, que são filmes muito melhores. 
   As histórias aparentam mais ser algumas ideias do diretor/roteirista que estão jogadas ali. Ainda que apresentem temáticas interessantes (a protagonizada por Benigne é a melhor, ainda que não seja a melhor história), não se desenvolvem, tornam-se previsíveis e vazias. Talvez apenas uma das quatro, melhor trabalhada, teria obtido mais sucesso. Podemos observar que algumas são ideias já utilizadas pelo diretor em outros filmes que são recicladas, num frankstein do estilos já conhecidos do diretor. 
     Até mesmo as atuações deixam a desejar – com exceção de Penélope Cruz, que salva a fraca história da qual participa de um fracasso total – os demais atores parecem não estar muito conectados ou envolvidos com história, ainda que conte com um elenco de grande potencial: Page, Eisenberg, Baldwin, Benigne, Davis, Pill e o próprio Allen – já conhecidos do grande público; e uma gama de bons atores italianos, algo inovador e positivo neste tour europeu do diretor – geralmente as histórias envolviam apenas americanos no exterior se relacionando entre si e com nativos, diferente desta que conta com duas tramas locais. 
    Um filme fraco, dispensável na filmografia e ótima carreira de Woody Allen e mesmo da maior parte dos atores que compõem o elenco. Mas que de qualquer forma poderá nos proporcionar momentos divertidos e talvez consiga extrair um sorriso ou mesmo uma risada de alguns expectadores mais dispostos e bem-humorados.

Nota 52/100
 

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