Ficha Técnica: To Rome with Love, 2012. Gênero: Comédia, Romance.
Direção: Woody Allen
Elenco: Jesse Eisenberg, Roberto Benigne, Ellen Page, Alessandro Tiberi, Judy Davis, Woody Allen, Flavio Parenti, Alisson Pill, Alessandra Mastronardi, Alec Baldwin, Fabio Armiliato, Antonio Albanese, Penélope Cruz, Monica Nappo, David Pasquesi, Lynn Swanson, Greta Gerwig, Ricardo Scamarcio.
País: Estados Unidos, Espanha, Itália.
Tempo: 112 min.
Idioma: Inglês, Italiano.
Woody Allen continua seu tour pela Europa, filmando desta vez na
histórica capital italiana. O diretor é um dos melhores do gênero
comédia-romântica, mas este filme deixa muito a desejar, principalmente se
considerarmos o excelente conjunto de atores elencados para o filme.
As quatro histórias
que se passam não possuem conexão alguma, e nem mesmo ocorrem ao mesmo tempo –
algumas duram apenas um dia, outras meses. Entretanto, apesar do tema comum
entre elas, que também vem sendo recorrente nos filmes mais recentes de Allen,
a insatisfação humana (profissional, amorosa, psicológica, etc.), não há nada
que as una de forma inteligente. Nem mesmo o cenário de Roma é tão bem
utilizado quanto em Vicky CristinaBarcelona ou Meia-Noite em Paris,
que são filmes muito melhores.
As histórias
aparentam mais ser algumas ideias do diretor/roteirista que estão jogadas ali. Ainda
que apresentem temáticas interessantes (a protagonizada por Benigne é a melhor,
ainda que não seja a melhor história), não se desenvolvem, tornam-se previsíveis
e vazias. Talvez apenas uma das quatro, melhor trabalhada, teria obtido mais
sucesso. Podemos observar que algumas são ideias já utilizadas pelo diretor em
outros filmes que são recicladas, num frankstein do estilos já conhecidos do
diretor.
Até mesmo as atuações
deixam a desejar – com exceção de Penélope Cruz, que salva a fraca história da
qual participa de um fracasso total – os demais atores parecem não estar muito
conectados ou envolvidos com história, ainda que conte com um elenco de grande
potencial: Page, Eisenberg, Baldwin, Benigne, Davis, Pill e o próprio Allen – já
conhecidos do grande público; e uma gama de bons atores italianos, algo
inovador e positivo neste tour europeu do diretor – geralmente as histórias envolviam
apenas americanos no exterior se relacionando entre si e com nativos, diferente
desta que conta com duas tramas locais.
Um filme fraco, dispensável
na filmografia e ótima carreira de Woody Allen e mesmo da maior parte dos
atores que compõem o elenco. Mas que de qualquer forma poderá nos proporcionar
momentos divertidos e talvez consiga extrair um sorriso ou mesmo uma risada de
alguns expectadores mais dispostos e bem-humorados.
Nota 52/100


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