sábado, 9 de fevereiro de 2013

As Aventuras de Pi

Ficha Técnica: Life of Pi, 2012.
Gênero: Drama, Aventura.
Direção: Ang Lee
Elenco: Suraj Sharma, Irrfan Khan, Adil Hussein, Tabu, Vibish Sikavu, Ayush Tandon, Rafe Spall, Gérard Depardieu, Shravanthi, Sainath, James Saito, Jun Naito.
País: Estados Unidos, Taiwan.
Tempo: 127 min. 
Idioma: Inglês, Tamil, Francês.

    Ang Lee é um diretor que produz diversos tipos de filmes, e de forma muito inconstante. Chega a ser estranho pensar que a mesma pessoa que dirigiu o excelente O Segredo de Brockeback Mountain também dirigiu o terrível Hulk ou o superestimado O Tigre e o Dragão. Mas se tratando de As Aventuras de Pi, o filme pode ser encaixado em uma categoria mediana.
    Esteticamente, o longa beira a perfeição. Imagens maravilhosas, efeitos especiais fantásticos, fotografia excelente. Pensar que o tigre foi criado por computador é assustador, pois ele está muito real. A cena do naufrágio é excelente; a da baleia, linda; e a da ilha, surpreendente. Os atores estão bem no filme – não comprometem, ainda que ao meu ver uma atuação melhor poderia fortalecer o filme.
   No entanto, o filme revela-se muito longo, cansando em determinados momentos. O apelo para o espiritual e religioso é muito grande do filme, ainda que a mistura entre diferentes elementos de diversas religiões seja interessante, fica clara a posição favorável às religiões em geral que ele toma, como por exemplo a salvação. Mas o diretor consegue levar alguns bons momentos de tensão ao filme e nos envolve de certa maneira. O final, com a separação entre o tigre e Pi, foi muito decepcionante. Após desenvolver a relação entre os dois principais personagens, a despedida foi fraca.
     O filme termina também com a história alternativa, deixando no ar se tudo que foi mostrado anteriormente realmente aconteceu – uma história muito improvável, ainda que não possível. Aliás, tal história revela duplamente a dificuldade de se estar sozinho para o ser humano, principalmente em momentos difíceis – ou ele aceita um tigre como companheiro de bote, correndo o risco de ser devorado; ou ele cria toda uma história para superar as dificuldades momentâneas e também os terríveis acontecimentos que o levaram para aquele situação. Além da boa metáfora, mas trabalhada de maneira fraca, ao comprar humanos e animais.

Nota 67/100

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