Gênero: Ação, Ficção Científica, Aventura.
Direção: Matthew Vaughn.
Elenco: James McAvoy, Michael Fassbender, Kevin Bacon, Jennifer Lawrence, Rose Byrne, Álex González, Jason Flemyng, Zoe Kravitz, January Jones, Nicholas Hoult, Caleb Landry Jones, Edi Gathegi, Lucas Till, Oliver Platt, Bill Milner, Glenn Morshower.
País: Estados Unidos.
Tempo: 132 min.
Idioma: Inglês, Alemão, Russo, Francês, Espanhol.
E o panorama dos
x-men sempre esteve marcado por este algo a mais – talvez não como no caso do Batman,
mas a questão do preconceito, do diferente, do perigo e do que é considerado “humano”
perante outras criaturas está ali, evidente. E a maneira como os mutantes lidam
com isso também é uma analogia à forma como outros preconceitos foram
combatidos, o mais claro deles na questão do racismo, em posições divergentes
entre Martin Luther King, Malcom X e os Panteras Negras. Todos lutam com um
mesmo objetivo, ou ao menos causas semelhantes, ainda que com táticas totalmente
diversas. O mesmo temos entre Magneto e Charles Xavier.
Longe de colocar os
dois em posições opostas de arquétipos do bem e do mal, podemos observar a
causa justa das lutas de ambos, e ainda que o filme sempre tome partido de um
lado, o dos X-Men, não deslegitima totalmente a posição de Magneto. Os filmes
anteriores também trabalhavam isso, mas acredito que neste a divisão ficou
menos maniqueísta ainda. Talvez pela existência do terceiro vilão – o maior
defeito do filme. Após todo esse trabalho de desenvolver os dois personagens
principais de forma profunda, nos apresentam um gênio egocêntrico, torturador e
desumano que deseja dominar o mundo. E ainda o vinculam ao nazismo. O puro arquétipo
do mal, sem propósito algum.
Os atores também foram
muito bem escolhidos. Os protagonistas são excelentes, McAvoy faz um ótimo
Xavier, mas o destaque vai para Fassbender, que faz Magneto. Ainda que ele
tenha o personagem mais interessante, também é o melhor ator e se destaca
diante dos demais. Kevin Bacon, em razão principalmente de seu papel, está
subaproveitado, enquanto que Lawrence faz um ótimo misto de inocência e
amadurecimento. Os demais coadjuvantes fazem todo um bom trabalho, e todos têm
seu espaço em determinado momento.
É realmente
interessante observar esse movimento dos quadrinhos para as telas de cinema, o
qual eu já mencionei. As adaptações tornaram-se um imenso sucesso e uma grande
fonte de dinheiro para a indústria cinematográfica – a ponto de se passarem a
adaptar qualquer história de qualquer forma. E isso nos brindou com a trilogia
do Batman, de Christopher Nolan, mas também nos trouxe filmes como O Lanterna Verde. Mas tudo começou com a
franquia dos X-Men.
A primeira trilogia
realmente é muito interessante, com algum grau de profundidade, além das ótimas
cenas de ação e personagens cativantes. Sempre deixei claro que o meu favorito
é o Batman – não o super-herói em si, mas toda a história, que é muito mais madura
e com algum grau de profundidade.
E o panorama dos
x-men sempre esteve marcado por este algo a mais – talvez não como no caso do Batman,
mas a questão do preconceito, do diferente, do perigo e do que é considerado “humano”
perante outras criaturas está ali, evidente. E a maneira como os mutantes lidam
com isso também é uma analogia à forma como outros preconceitos foram
combatidos, o mais claro deles na questão do racismo, em posições divergentes
entre Martin Luther King, Malcom X e os Panteras Negras. Todos lutam com um
mesmo objetivo, ou ao menos causas semelhantes, ainda que com táticas totalmente
diversas. O mesmo temos entre Magneto e Charles Xavier.
Longe de colocar os
dois em posições opostas de arquétipos do bem e do mal, podemos observar a
causa justa das lutas de ambos, e ainda que o filme sempre tome partido de um
lado, o dos X-Men, não deslegitima totalmente a posição de Magneto. Os filmes
anteriores também trabalhavam isso, mas acredito que neste a divisão ficou
menos maniqueísta ainda. Talvez pela existência do terceiro vilão – o maior
defeito do filme. Após todo esse trabalho de desenvolver os dois personagens
principais de forma profunda, nos apresentam um gênio egocêntrico, torturador e
desumano que deseja dominar o mundo. E ainda o vinculam ao nazismo. O puro arquétipo
do mal, sem propósito algum.
Gostei muito do
vínculo que fizeram com a história – Segunda Guerra Mundial, Guerra Fria, Crise
dos Mísseis. Todas estes links, ao meu ver, acrescentam um pouco mais de
realidade à trama, fortalecendo as metáforas trabalhadas no filme. Os efeitos
especiais estão novamente excelentes, com algumas impossibilidades físicas
tornando-se totalmente verossímil, não somente nos poderes de Magneto e
Summers, mas também no vôo de Banshee e nas desaparições de Azazel.
Os atores também foram
muito bem escolhidos. Os protagonistas são excelentes, McAvoy faz um ótimo
Xavier, mas o destaque vai para Fassbender, que faz Magneto. Ainda que ele
tenha o personagem mais interessante, também é o melhor ator e se destaca
diante dos demais. Kevin Bacon, em razão principalmente de seu papel, está
subaproveitado, enquanto que Lawrence faz um ótimo misto de inocência e
amadurecimento. Os demais coadjuvantes fazem todo um bom trabalho, e todos têm
seu espaço em determinado momento.
Apesar de não ser um
grande filme profundo, cumpre o propósito básico de sua categoria, que é
entreter o público, e acrescenta um algo a mais, ainda que não desenvolva nada
muito profundamente. Talvez nos próximos filmes, o antagonismo entre Magneto e
Xavier seja ainda mais aprofundado, de forma mais elaborada. É o que espero.
Nota 82/100































