Gênero: Comédia, Ficção Científica, Guerra.
Direção: Stanley Kubrick.
Elenco: Peter Sellers, George C. Scott, Sterling Hayden, Keenan Wynn, Peter Bull, Slim Pickens, James Earl Jones, Tracy Reed.
País: Estados Unidos, Reino Unido.
Tempo: 95 min.
Idioma: Inglês.
Começando pelas atuações,
Peter Sellers está fantástico, quase irreconhecível em seus inúmeros papéis. Obviamente,
o mais interessante deles seria o Dr. Strangelove, que protagoniza algumas das
melhores cenas do filme. Além disso, nos traz a ironia maior de termos, em
plena Guerra Fria, após a derrotar a Alemanha Nazista, tenhamos vários de seus
ex-oficiais trabalhando no governo estadunidense. Na realidade, revela-se uma
crítica ao próprio posicionamento dos EUA perante o mundo no pós-guerra. Destaque
também para George C. Scott, em grande atuação, bem como o restante do elenco.
As ironias e críticas
estão por toda parte: a ordem para encerrar uma briga na sala de guerra, o
absurdo de não se conseguir impedir um próprio avião e a paranoia de ambos os
lados com relação às táticas utilizadas pelos inimigos (como a questão da água)
formam um conjunto mirabolante e inusitado de ações, mas também que nos deixa
incomodados por não parecer tão impossível, ao menos para a lógica da guerra
(sem entrar no mérito tecno-científico).
Uma das melhores comédias de todos os tempos, Dr. Fantástico trata com
excelente humor negro a questão do apocalipse nuclear e a Guerra Fria, durante
seu auge (após a Crise dos Mísseis de Cuba, em 1962). A direção primorosa de
Kubrick e sua excelente escolha pela trilha sonora, somado à grande atuação e
roteiro fazem esse um dos melhores filmes de todos os tempos.
Começando pelas atuações,
Peter Sellers está fantástico, quase irreconhecível em seus inúmeros papéis. Obviamente,
o mais interessante deles seria o Dr. Strangelove, que protagoniza algumas das
melhores cenas do filme. Além disso, nos traz a ironia maior de termos, em
plena Guerra Fria, após a derrotar a Alemanha Nazista, tenhamos vários de seus
ex-oficiais trabalhando no governo estadunidense. Na realidade, revela-se uma
crítica ao próprio posicionamento dos EUA perante o mundo no pós-guerra. Destaque
também para George C. Scott, em grande atuação, bem como o restante do elenco.
As ironias e críticas
estão por toda parte: a ordem para encerrar uma briga na sala de guerra, o
absurdo de não se conseguir impedir um próprio avião e a paranoia de ambos os
lados com relação às táticas utilizadas pelos inimigos (como a questão da água)
formam um conjunto mirabolante e inusitado de ações, mas também que nos deixa
incomodados por não parecer tão impossível, ao menos para a lógica da guerra
(sem entrar no mérito tecno-científico).
As ironias com os
nomes também são muito boas, bem como cenas excelentes – a do cowboy caindo
montado na bomba talvez seja a mais famosa do filme. Como já mencionei aqui
sobre o filme Bonnie e Clyde, que
influenciaram os Irmãos Coen em seu cinema, este talvez venha a ser o melhor e
primeiro filme que une humor negro e uma comédia de erros, em que absurdos
possíveis determinam situações ainda mais absurdas, porém também possíveis e
muitas vezes prováveis.
Engraçado o diálogo
entre o presidente dos EUA e Dmitri, em que mesmo sem ouvir o outro lado,
entendemos perfeitamente o que está ocorrendo. Um questionamento importante
apontado também é o poder dos militares, de ambos os lados, principalmente pelo
fato de controlarem todo arsenal nuclear. Ainda que o presidente seria o único a
dar a ordem, eles de fato é que executariam – e como demonstrou o filme, uma
atitude individual levou ao conflito nuclear global. Essa talvez seja a crítica
mais sutil implícita no filme, na relação entre as armas de destruição em massa
e o real controle que temos sobre ela. Incrível que um filme tão antigo esteja tão
atual, principalmente pela situação que vivemos hoje com relação à Síria.
Nota 100/100


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