Gênero: Drama, Ficção-Científica, Romance.
Direção: Phillip Noyce.
Elenco: Brenton Thwaites, Odeya Rush, Jeff Bridges, Meryl Streep, Alexander Skarsgård, Katie Holmes, Cameron Monaghan, Emma Tremblay, Taylor Swift.
País: Estados Unidos.
Tempo: 97 min.
Idioma: Inglês.
O filme baseia-se em
um livro, o qual não li, por isso talvez seja mais completo. Pois além da
superficialidade com a qual temas interessantes e complexos são tratados, há muitos
furos e coisas que temos apenas que “engolir” no filme, que talvez possam fazer
algum sentido maior no livro (a escolha de Jonas, a atitude do doador, etc.).
Desta maneira, o filme revela-se no máximo um “1984”, de Orwell, em versão para
adolescentes, feito pela Hollywood atual, em que tudo deve conter o romance
inocente e outros aspectos previsíveis. É incrível como algo pode ser realmente
muito semelhante, e ao mesmo tempo, tão inferior em qualidade.
Falou-se em semelhanças
entre o longa e outras distopias da moda, começando por Jogos Vorazes, mas passando por Divergente
e Ender’s Game. Apesar disso, há diferenças,
ao menos em relação aos filmes de Jennifer Lawrence, ainda que se possa
perceber a influência – talvez mais do estilo e direção do filme do que da
história propriamente dita (que no caso de O
Doador de Memórias, a obra original é mais antiga).
As atuações estão adequadas
à mediocridade do longa – nem mesmo Meryl Streep (a chefe-anciã) e Jeff Bridges
(o doador) salvam o filme, ainda que não atuem mal. Bridges até traz um tom
amargo ao seu personagem, enquanto que Streep consegue não tornar caricata sua
personagem, que supostamente seria a vilã – talvez a única qualidade do filme,
que preferiu não dividir entre bons e maus seus personagens. Os protagonistas,
apesar de novos, não comprometem – mas todos os atores certamente teriam atuado
melhor se o roteiro assim exigisse ou mesmo permitisse.
Um filme que se
tornou apenas um leve entretenimento, sem grandes reflexões, mesmo que se
esforce bastante – apenas podemos ver o que ele poderia ser, mas em nenhum
momento ele tem relance desta potencialidade. A direção está interessante com a questão do
jogo de cores, mas a forma como conduziu tudo, principalmente as cenas finais,
tornam o trabalho de mediano para ruim.
Neste novo filme com
um futuro distópico, apesar de todo potencial contido no enredo, é certo dizer
que foi desapontador, ao menos para aqueles que esperavam algo menos raso, mais
trabalho e discussões mínimas sobre alguns temas como totalitarismos,
desigualdades sociais e diferenças, liberdade, etc.
O filme baseia-se em
um livro, o qual não li, por isso talvez seja mais completo. Pois além da
superficialidade com a qual temas interessantes e complexos são tratados, há muitos
furos e coisas que temos apenas que “engolir” no filme, que talvez possam fazer
algum sentido maior no livro (a escolha de Jonas, a atitude do doador, etc.).
Desta maneira, o filme revela-se no máximo um “1984”, de Orwell, em versão para
adolescentes, feito pela Hollywood atual, em que tudo deve conter o romance
inocente e outros aspectos previsíveis. É incrível como algo pode ser realmente
muito semelhante, e ao mesmo tempo, tão inferior em qualidade.
Falou-se em semelhanças
entre o longa e outras distopias da moda, começando por Jogos Vorazes, mas passando por Divergente
e Ender’s Game. Apesar disso, há diferenças,
ao menos em relação aos filmes de Jennifer Lawrence, ainda que se possa
perceber a influência – talvez mais do estilo e direção do filme do que da
história propriamente dita (que no caso de O
Doador de Memórias, a obra original é mais antiga).
Contudo, além da
pressa em se trabalhar o roteiro, as macro questões do filme são abordadas de
forma tão superficial, que a própria revolta do protagonista perde um pouco de
sentido, e talvez por isso pareça ainda mais absurda. As memórias apagadas, nas
mãos apenas de um único indivíduo, o motivo das escolhas erradas da humanidade
(tão criticadas pelo filme e base de todo argumento para o modelo de sociedade),
a predeterminação da vida de todos, o convívio social bizarro, o controle por
parte do governo, as formas reprimidas de se expressar, todas elas são pouco
trabalhadas e/ou questionadas, e a simples resposta para tudo, ao final – o amor – chega a ser patético, de tão ingênuo
e raso. E com um final totalmente em decadência, anticlímax, decepcionante e
simplista, que apenas confirma estas características que podem ser observadas
durante todo o filme.
As atuações estão adequadas
à mediocridade do longa – nem mesmo Meryl Streep (a chefe-anciã) e Jeff Bridges
(o doador) salvam o filme, ainda que não atuem mal. Bridges até traz um tom
amargo ao seu personagem, enquanto que Streep consegue não tornar caricata sua
personagem, que supostamente seria a vilã – talvez a única qualidade do filme,
que preferiu não dividir entre bons e maus seus personagens. Os protagonistas,
apesar de novos, não comprometem – mas todos os atores certamente teriam atuado
melhor se o roteiro assim exigisse ou mesmo permitisse.
Nota 59/100


Nenhum comentário:
Postar um comentário