Gênero: Ação, Suspense.
Direção: Terry Gilliam.
Elenco: Bruce Willis, Madeleine Stowe, Brad Pitt, Christopher Plummer, Jon Seda, Christopher Meloni, David Morse, Frank Goshin, Vernon Campbell.
País: Estados Unidos.
Tempo: 129 min.
Idioma: Inglês.
Ao retratar o envio
de um prisioneiro ao passado para descobrir a origem do vírus que dizimou cinco
bilhões de pessoas e obrigou os sobreviventes a viverem debaixo da terra, a
abordagem partilha da teoria de que é impossível de mudar o passado, visto que já
ocorreu. Acaba por deixar um tom fatalista ao final, que além de apresentar o
desfecho de um enredo interessante (o protagonista vê seu “EU” futuro sendo
assassinado), demonstra que mesmo que ele Cole (Bruce Willis) esteja voltando
no tempo, o que ele faz na verdade é o presente, e quando ele retorna, nada
muda.
Contudo, o aspecto
mais interessante do filme para mim não é a teoria de viagem no tempo, e sim a
da sanidade mental. Ao menos para mim, começa a gerar a dúvida do que realmente
é verdade – a mesma dúvida que afeta o protagonista. A todo momento eu esperava
a revelação de que tudo aquilo era parte de um tratamento (talvez causado pelos
próprios traumas da infância). O filme prefere não firmar posição sobre isso. Ainda
que a grande maioria dos espectadores e críticos esteja convicta de que é superada
a questão do que é real ou alucinação, eu continuei na dúvida mesmo com o
desfecho do filme. E essa dúvida que ficou pairando no ar é muito interessante
e bem colocada.
As atuações no filme
foram adequadas, porém sem muitos destaques. Exceção seja feita ao trabalho de
Brad Pitt, no papel do interno e ativista Jeffrey Goines. Sua atuação alucinada
e acelerada realmente roubam toda a cena do filme. Madeleine Stowe é esforçada,
mas talvez pela previsibilidade de sua personagem (o pequeno romance entre ela
e Cole é clichê e desnecessário). Conforme mencionei, o roteiro é bem amarrado,
com produção e direção interessantes.
Filme que se tornou
uma referência da ficção científica dos anos 1990, Os 12 Macacos acabou me decepcionando um pouco, tendo em vista que
esperava mais do trabalho de Terry Gilliam. Mas vale a pena dedicar o tempo
para assistir a este trabalho, que consegue lidar bem com a questão da viagem
no tempo – algo que considero extremamente difícil, e que sempre acaba deixando
muitos furos ou apelando para absurdos (mesmo dentro do universo da ficção científica).
Ao retratar o envio
de um prisioneiro ao passado para descobrir a origem do vírus que dizimou cinco
bilhões de pessoas e obrigou os sobreviventes a viverem debaixo da terra, a
abordagem partilha da teoria de que é impossível de mudar o passado, visto que já
ocorreu. Acaba por deixar um tom fatalista ao final, que além de apresentar o
desfecho de um enredo interessante (o protagonista vê seu “EU” futuro sendo
assassinado), demonstra que mesmo que ele Cole (Bruce Willis) esteja voltando
no tempo, o que ele faz na verdade é o presente, e quando ele retorna, nada
muda.
Contudo, o aspecto
mais interessante do filme para mim não é a teoria de viagem no tempo, e sim a
da sanidade mental. Ao menos para mim, começa a gerar a dúvida do que realmente
é verdade – a mesma dúvida que afeta o protagonista. A todo momento eu esperava
a revelação de que tudo aquilo era parte de um tratamento (talvez causado pelos
próprios traumas da infância). O filme prefere não firmar posição sobre isso. Ainda
que a grande maioria dos espectadores e críticos esteja convicta de que é superada
a questão do que é real ou alucinação, eu continuei na dúvida mesmo com o
desfecho do filme. E essa dúvida que ficou pairando no ar é muito interessante
e bem colocada.
Todo o aspecto de ter
sua realidade questionada também é interessante – e nos mostra novamente como
podemos produzir os loucos da nossa sociedade, simplesmente por estarem
divergindo da conduta considerada normal. Obviamente não é algo trabalhado como
em Um Estranho no Ninho, mas está no
pano de fundo.
As atuações no filme
foram adequadas, porém sem muitos destaques. Exceção seja feita ao trabalho de
Brad Pitt, no papel do interno e ativista Jeffrey Goines. Sua atuação alucinada
e acelerada realmente roubam toda a cena do filme. Madeleine Stowe é esforçada,
mas talvez pela previsibilidade de sua personagem (o pequeno romance entre ela
e Cole é clichê e desnecessário). Conforme mencionei, o roteiro é bem amarrado,
com produção e direção interessantes.
Nota 73/100

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